Baseado em três contos da autora Maria Célia Nunes, o espetáculo teatral “Marcas do Tempo” tem direção de Alan Najara e, este ano, após a primeira apresentação, no dia 1 de abril, vai circular por cinco espaços públicos de diferentes regionais da cidade. A peça aborda temáticas relacionadas ao processo histórico de exclusão, extermínio, escravização e vilipêndio dos povos originários, africanos e afrodescendentes.
Após o sucesso da estreia do espetáculo teatral “Marcas do Tempo” em 2024, a peça, inspirada em três contos da autora e contadora de histórias Maria Célia Nunes e dirigida pelo ator e músico Alan Najara, realiza, no dia 1 de abril, às 15h, no Centro Cultural Padre Eustáquio, sua primeira apresentação na capital mineira, dando início à turnê do espetáculo em 2025. Este ano, a circulação de “Marcas do Tempo” acontece nos meses de abril e maio em seis espaços públicos de várias regionais de Belo Horizonte, com o intuito de abarcar um público diverso. O projeto, gratuito e com intérprete de Libras, garante acessibilidade aos surdos e ensurdecidos a fim de democratizar o acesso aos bens culturais. O espetáculo é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (LMIC).
Logo após a apresentação de “Marcas do Tempo” no Centro Cultural Padre Eustáquio, o espetáculo teatral acontecerá nos seguintes equipamentos públicos de BH: Teatro Raul Belém Machado, dia 6 de abril; Centro Cultural Vila Santa Rita, dia 10 de abril; Centro Cultural Liberalino Alves, dia 3 de maio; Centro de Referência das Juventudes – CRJ, dia 15 de maio; e Centro de Referência da Pessoa Idosa, dia 22 de maio.
A narração dos contos “As chamas e o Legado”, “O Menino e a Mulher” e “Amor Proibido”, historicamente contextualizados e referentes às três matrizes etnoculturais formadoras do povo brasileiro, é entremeada por cenas teatrais e cuidadosa produção musical. No espetáculo, a História, a Literatura e a Arte se entrecruzam para remontar às raízes de nosso passado histórico. A busca dos elos de conexão entre passado e presente suscitam reflexão e aguçam a visão crítica das demandas e distorções da atualidade.
Maria Célia traz, na composição do trabalho, sua vasta experiência de sua carreira como professora de História e Sociologia por 31 anos e, há 19 anos, de narradora, o que lhe permitiu alinhavar o conhecimento artístico às pesquisas realizadas durante suas atividades acadêmicas. Sendo assim, o projeto “Marcas do Tempo” também tem como propósito dar vez e voz a uma profissional idosa que sonha em compartilhar conhecimentos e saberes por meio de um espetáculo, apresentado de forma democrática e universalizada.
A peça “Marcas do Tempo” aborda o processo histórico de exclusão, extermínio, escravização, discriminação e vilipêndio dos povos originários, africanos e afrodescendentes, cujas condições degradantes ainda persistem em nossa sociedade, marcada pela herança patriarcal machista, autoritária, discriminatória, misógina, moralista e hipócrita.
“O espetáculo tem por objetivo cooperar com o fortalecimento da tradição da narração oral como veículo privilegiado de perpetuação da memória coletiva, abrindo caminho para que sejam abrangidas todas as possibilidades de expressão da palavra nas mais diversas manifestações da cultura popular e literária, que incluem contos, crônicas, anedotas, causos, cordéis, lendas, fábulas, poemas e canções”, diz a autora.
A previsão do projeto é beneficiar um público estimado em 600 pessoas de diversos segmentos sociais, regiões, e com idade acima de 14 anos.
Circulação do espetáculo teatral “Marcas do Tempo, de Maria Célia Nunes, em 2025
Primeira apresentação:
Data: 01 de abril, às 15h – Centro Cultural Padre Eustáquio – Rua Jacutinga, 550 – Pe. Eustáquio
Classificação: acima de 14 anos
*Espetáculo gratuito, com intérprete de Libras
Apresentações no mês de abril
Data: 6 de abril, às 19h – Teatro Raul Belém Machado – Rua Leonil Prata, 53 – Alípio de Melo
Data: 10 de abril, às 19h – Centro Cultural Vila Santa Rita – Rua Ana Rafael dos Santos, 149- Santa Rita
Apresentações no mês de maio
Data: 3 de maio, às 9h30- Centro Cultural Liberalino Alves – Rua Formiga, 140, Lagoinha
Data: 15 de maio, às 19h – Centro de Referência das Juventudes – CRJ – Rua Guaicurus, 50, Centro
Data: 22 de maio, às 15h – Centro de Referência da Pessoa Idosa – Rua Perdizes, 336, Caiçara
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