9ª Mostra Cinema dos Quilombos no Cine Santa Tereza – 21 a 24/10

Composta por filmes de diversas partes do país, a 9ª edição da mostra celebra a riqueza e a diversidade das culturas quilombolas, propiciando um espaço para que suas histórias, tradições e lutas sejam reconhecidas e prestigiadas. Após as sessões, haverá conversa com diversos diretores e membros da equipe dos filmes

De 21 a 24 de outubro, o Cine Santa Tereza recebe a 9ª Mostra Cinema dos Quilombos. A programação reúne 18 filmes de diversas regiões do Brasil, como os estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiânia, Sergipe e São Paulo, sempre focadas em obras criadas por quilombolas ou parceiros diretos. O recorte desta edição destaca expressões culturais, modos de vida rurais e a memória das comunidades remanescentes de quilombos, que preservam seus territórios e tradições. Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados pela Sympla no link https://site.bileto.sympla.com.br/cinesantatereza ou 30 minutos antes das sessões na bilheteria do cinema. Foi preparada uma mostra online, que ficará disponível do dia 21/10 a 21/11, no site https://cinemadosquilombos.com.br. Assim, o público tem acesso amplo às exibições e aos debates que aprofundam a relação entre cinema e ancestralidade. 

Coordenada por Cardes Amâncio, com curadoria de Diego Souza e produção de Iakima Delamare, a 9ª edição da Mostra Cinema dos Quilombos apresenta duas sessões diárias, às 17h e às 19h. Em seguida, várias delas promovem conversas com diretores, equipes e pesquisadores. “O Cinema dos Quilombos deste ano demonstra, mais uma vez, a força e a continuidade da produção audiovisual quilombola. São filmes dedicados ao registro e ao compartilhamento de tradições, histórias e territórios. O encontro desses filmes é também o encontro entre territórios espalhados pelo Brasil, colocando em diálogo as experiências que eles têm em comum e em particular”, diz Diego Souza.

As sessões contam com a presença de vários realizadores e realizadores. “Além de assistir aos filmes, o público terá oportunidade única de conversar com personalidades de diversos quilombos do Brasil. Um verdadeiro encontro com a história viva do nosso país”, relata Cardes Amâncio.

A abertura da mostra, dia 21 de outubro, quarta-feira, acontece às 17h, no Cine Santa Tereza, com a exibição do filme “Mãe de Ouro”, documentário realizado por um grupo de jovens na comunidade Quilombo Colônia do Paiol, em Bias Fortes (MG), seguido de outras três produções. São elas o documentário “A História do Maculelê”, também produzido no Quilombo Colônia do Paiol; “De Barriga pra Cima”, realizado a partir de uma oficina de cinema na comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeira do Itapemerim (ES); e “Vão das Almas”, que se passa no quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO). Os filmes abordam temáticas relacionadas a lendas e memórias, à tradição do maculelê, à celebração da ancestralidade e aos recursos naturais.

No mesmo dia, 21/10, às 19h, será exibida uma sessão com acessibilidade em Libras, composta pelos filmes “Na Pisada de Vovó”, documentário feito por realizadores de Belo Horizonte e Jaboticatubas (MG), sobre o festejo que acontece há 80 anos no Treze de Maio, no bairro Concórdia, em BH, em um dia especial onde a Casa recebe o candombe do Quilombo do Tição, de Jaboticatubas; e “Cordões de Ouro”, documentário produzido em Uberlândia (MG), que mescla vídeo digital e fotografias analógicas de dupla exposição para oferecer um mergulho sensorial nas festas de Congado.

Outro filme que remete à temática das avós é o documentário “A.V.Ó – Ancestralidade Viva na Oralidade”, realizado por Fernanda de Oliveira e pelo jovem Luan Manzo, morador do Quilombo do Manzo, em BH.”A.V.Ó” registra as afetividades de Luan Manzo, uma criança afrocentrada criada pelo kilombu liderado por sua família materna. Muzenza no candomblé Congo-Angola e ativo pesquisador de terreiro, ele se desperta para a tradição do candomblé Ketu, herança de sua avó paterna, Iya Ângela de Oyá, falecida em 2024. O menino passa a documentar memórias sobre essa avó que vão construindo também a sua própria história.

Na sexta-feira, dia 23 de outubro, às 19h, acontece mais uma sessão com acessibilidade em Libras com a exibição do longa “Benvindos”, que se passa no Quilombo do Retiro, em Vitória (ES), território fundado no final do século XIX, retratando a luta entre a diretora Luana Cabral, descendente distante de um antigo fazendeiro da região, enquanto revela situações de conflito entre o quilombo e os proprietários locais.

Ainda no dia 23/10, a partir das 17h, será exibido o documentário “Viva quem Serve”, realizado na Chapada do Norte (MG), retratando a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que faz parte da história e do cotidiano da comunidade. Para quem nasce e cresce no município, a festa está presente nas lembranças, nas relações familiares e nas formas de viver e celebrar o Rosário. O filme acompanha pessoas que, ano após ano, dedicam seu tempo, trabalho e conhecimento à sua realização, revelando os vínculos e as responsabilidades que sustentam essa celebração.

Além dessas produções, uma obra que chama a atenção é “Águas Sagradas”, da belo-horizontina Ana Terra.O documentário, que será exibido na sessão do dia 24 de outubro, sábado, com início às 17h, mostra a luta da comunidade quilombola Carolinos por respeito e dignidade pelo acesso ao serviço público de saneamento básico e pela despoluição do Córrego do Cachoeirinha.

Outro destaque é o curta-metragem “Percília”, que acompanha o cotidiano de Percília dos Santos Rosa, mestra da cultura Kalunga, e revela, ao observá-la, os vínculos entre sua trajetória, o território e a comunidade em que vive.

A 9ª Mostra Cinema dos Quilombos é realizada através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e tem patrocínio da Una. A Mostra Cinema dos Quilombos online é viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura.

PROGRAMAÇÃO

9ª Mostra Cinema dos Quilombos 

Data: Sessão 21/10, quarta-feira, às 17h (Duração total: 49′)

MÃE DO OURO

Dir.Isaac Franco Santana, Lucas Ernane da Silva, Breno Dione Franco, Bruno Paulo Franco, Documentário, 11min, Bias Fortes/MG, 2025 (Livre)

Sinopse: Um grupo de jovens partem numa jornada em busca da lenda da Mãe do Ouro na comunidade Quilombola Colônia do Paiol.

Debate: após a exibição do filme, haverá roda de conversa com quatro pessoas da equipe do filme 

A HISTÓRIA  DO MACULELÊ

Dir.Maria Clara de Souza Silva, Lorena Krysley da Silva, Talita Kelly de Oliveira, Maya Milly de Souza Franco, Documentário, 7min, Bias Fortes/MG, 2026 (Livre)

Sinopse: A tradição do Maculelê na comunidade quilombola Colônia do Paiol.

Debate: após a exibição do filme, haverá roda de conversa com 12 pessoas da equipe do filme

DE BARRIGA PRA CIMA

Dir. Beatriz Lindenberg; Cintya Ferreira; Marcia Medeiros; Mariana de Lima, Ficção, 15min, Cachoeiro de Itapemirim/ES, 2026 (Livre)

Sinopse: Aqui em Monte Alegre, a gente sonha com terra, a gente sonha com água, com céu; a gente sonha com coisas que existem e coisas que não existem ainda. Filme realizado a partir de uma oficina de cinema na comunidade quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro de Itapemirim/ES).

VÃO DAS ALMAS

Dir. Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape, Ficção, 15min, Cavalcante/GO, 2023, (14 anos)

Sinopse: No Quilombo Kalunga, a profecia da Matinta corta o vilarejo-fantasma do Vão de Almas como uma corrente de ar gelado: “Existem vários tipos de Saci. Pererê é aquele menorzinho, que prega peça. Saçurá faz maldade…”

Debate: Após a exibição do filme, haverá conversa com a diretora Edileuza Penha de Souza, de Brasília (DF)

Data: Sessão 21/10 (Quarta), às 19h – LIBRAS (Duração total: 50′)

NA PISADA DE VOVÓ

Dir. Isabel Cassimira, Fernanda de Oliveira, Marco Antônio Gonçalves, Leandro César, Documentário, 29min, Belo Horizonte/Jaboticatubas/MG, 2025 (Livre)

Sinopse: Um dia especial do longo festejo no Reino Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário que acontece há 80 anos com a participação de dezenas de congos, catopês, marujos, caboclinhos, moçambiques, no bairro Concórdia em Belo Horizonte. Nesse dia a Casa recebe o candombe do Quilombo Mato do Tição, Jaboticatubas, MG. Há três gerações, essas duas comunidades se encontram para a festa, renovando vínculos reparadores de uma fratura colonial. Em 2025, São Mestre Badu e Rainha Belinha exercem a diplomacia singular do encontro. São belos, sonoros e múltiplos os sentidos da celebração da sua ancestralidade.

Debate: Após o filme, haverá conversa com Igor Eduardo da Silva, realizador e liderança cultural da Comunidade Quilombola do Mato do Tição, de Jaboticatubas (MG)

CORDÕES E SINOS DE ALÉM-MAR

Dir. Yuji Kodato e Jeremias Brasileiro, Documentário, 20min, Uberlândia/MG, Brasil, 2026 (Livre)

Sinopse: Nos bastidores das Congadas em Minas Gerais, um capitão colhe bastões na mata, um mestre artesão fabrica instrumentos e uma família cozinha com São Benedito. Chegado o dia da festa, os tambores de quatro cidades diferentes se entrelaçam em cantos e danças aos pés de Santos e Orixás. Cordões e Sinos de Além-mar é um documentário experimental que mescla vídeo digital e fotografias analógicas de dupla exposição para oferecer um mergulho sensorial nas festas de Congado.

Debate: Após a exibição do filme, haverá roda de conversa com os realizadores Yuji kodato e Jeremias Brasileiro

Data: Sessão 22/10 (Quinta), às 17h (Duração total: 35′)

EM BUSCA DA RIQUEZA (QUASE) ESQUECIDA

Dir. Naira Soares, Documentário, 21min, Camamu – BA, 2025 (Livre)

Sinopse: Dona Lina, uma senhora quilombola, guardiã e contadora de memórias, convoca sua neta Naira para que, juntas, recontem a história de sua família e território. Um filme-oferenda sobre a persistência da memória, mesmo quando tudo convida ao silêncio.

Debate: após a exibição do filme haverá conversa com a diretora, pesquisadora e montadora do curta, Naira Nanbiwí Soares

O BRILHO DA HERANÇA

Dir. Deco Machado e Ramon Soares, Documentário, 14min, Ubatuba/SP, 2024 (Livre)

Sinopse: Brilho da Herança é um curta-metragem documental dirigido por Deco Machado, quilombola e artista visual nascido na Comunidade Quilombola da Caçandoca, em Ubatuba, São Paulo. Com um olhar sensível e imersivo, o filme revela como a identidade e as tradições desse território moldaram sua visão de mundo e seu processo criativo.

Data: Sessão 22/10 (Quinta), às 19h (Duração total: 54′)

QUEM PODE FALAR?

Dir. Pedro Daldegan, Documentário, 29min, Território Quilombola Kalunga Vão de Almas/GO, 2026 (Livre)

Sinopse: Por séculos tratados como objetos de estudo, os Kalunga agora ocupam as universidades e reivindicam o protagonismo de suas próprias narrativas. E no coração do Território Quilombola, durante o VI Encontro – entre Pesquisadores e Pesquisados, eles rompem o silêncio ao colocar em debate a questão: “Quem Pode Falar?”

Debate: Após o filme, haverá conversa com o diretor Pedro Daldegan 

FIOTA E O COCO DAIÁ

Dir. Alciléia Torres; Natália Vitral, Documentário, 24min, Cavalcante/ GO, 2026 (Livre)

Sinopse: Fiota e o Coco Daiá acompanham a coleta e a extração artesanal do óleo de coco indaiá, revelando saberes tradicionais, memória cultural e a força do extrativismo sustentável no território Kalunga.

Debate: Após a exibição do filme, haverá debate com Dona Fiota e Alciléia, do Quilombo dos Kalunga

Data: Sessão 23/10 (Sexta), às 17h (Duração total: 45′)

O ANO QUE A ONÇA DESCANSOU

Dir.Yérsia Assis e Geilson Silva, Documentário, 15min, Carmópolis/SE, 2022 (Livre)

Sinopse: Contado a partir das lembranças sobre o Samba de Aboio –festa/culto a Santa Bárbara/Iansã – realizado no povoado Aguada em Carmópolis, Sergipe. O filme narra como uma celebração que não aconteceu revelou percepções sobre a Pandemia da Covid-19. Discutindo memória, pertencimento e filiações familiares e religiosas, o documentário desvela como uma comunidade negra alicerçou sua fé diante das condições sanitárias impostas.

Debate: após a exibição do filme, haverá conversa com a diretora, professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e do programa de pós-graduação em Arqueologia e Patrimônio Cultural na mesma universidade

VIVA QUEM SERVE

Dir. Matheus Soares Costa, Documentário, 30min, Chapada do Norte/MG, 2026 (Livre)

Sinopse: Em Chapada do Norte, a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos faz parte da história e do cotidiano da comunidade. Para quem nasce e cresce no município, a festa está presente nas lembranças, nas relações familiares e nas formas de viver e celebrar o Rosário. Realizado por dois quilombolas que acompanham essa tradição desde a infância, o documentário propõe um olhar de dentro sobre a festa. O filme acompanha pessoas que, ano após ano, dedicam seu tempo, trabalho e conhecimento à sua realização, revelando os vínculos e as responsabilidades que sustentam essa celebração. É uma história contada por quem cresceu vendo, ouvindo e participando da festa e que agora retorna a ela com uma câmera para registrar não apenas o que acontece, mas quem faz tudo acontecer.

Data: Sessão 23/10 (Sexta), às 19h – LIBRAS (Duração total: 82′)

BENVINDOS

Dir. Luana Cabral, Documentário, 82min, Vitória/ES, 2025 (Livre)

Sinopse: Os moradores do Quilombo do Retiro são herdeiros de um território fundado no final do século XIX pelo ancestral Benvindo Pereira dos Anjos. A luta em defesa da terra e pela preservação do seu modo de vida é organizada em torno da Associação dos Herdeiros, que deverá eleger uma nova diretoria para dar continuidade a este trabalho. O encontro com a diretora, descendente distante de um antigo fazendeiro da região, revela situações de conflito entre o quilombo e os proprietários de terras locais.

Debate: Após a exibição do filme, haverá conversa com o cineasta Fábio Martins, do Quilombo Campinho da Independência, de Paraty (RJ), e diretor do curta “Herdeiros Ancestrais”, realizado em oficina com o Quilombo Manzo, em BH

Data: Sessão 24/10 (Sábado), às 17h (Duração total: 40′)

PERCÍLIA

Dir. Percília dos Santos Rosa e Bia Carvalho, Documentário, 24min, Cavalcante/GO, 2026 (Livre)

Sinopse: Percília acompanha o cotidiano de Percília dos Santos Rosa, mestra da cultura Kalunga, raizeira e puxadora de sussa da comunidade quilombola Vão de Almas, na Chapada dos Veadeiros. Entre os saberes sobre as plantas do Cerrado, a convivência com a família e as celebrações tradicionais, o filme revela a relação profunda de Percília com a terra, a água e os modos de vida de seu território.

Debate: Após e a exibição do filme, haverá conversa com Dona Percília, do Quilombo dos Kalunga, diretora e personagem do filme

ÁGUAS SAGRADAS

Dir. Ana Terra, Documentário, 13min, Belo Horizonte/MG, 2024 (Livre)

Sinopse: O documentário “Águas Sagradas” mostra a luta da comunidade quilombola Carolinos por respeito e dignidade pelo acesso ao serviço público de saneamento básico e pela despoluição do Córrego do Cachoeirinha. O território quilombola é local de celebração e vivências cotidianas, que são impactadas diretamente pela falta de saneamento e pela poluição criminosa do Córrego do Cachoeirinha

COLÔNIA DO PAIOL

Dir. Kaylane de Souza Silva, Documentário, 1min, Bias Fortes/MG, 2026 (Livre)

Sinopse: Poema visual sobre o território quilombola Colônia do Paiol.

Debate: após a exibição do filme, haverá conversa com a diretora Kaylane de Souza Silva, da Colônia do Paiol

Sessão 24/10 (Sábado), às 19h (Duração total: 68′)

KUTALA – HERDEIROS ANCESTRAIS

Dir. Fabio Martins e Kilombo Manzo, Documentário, 6min, Belo Horizonte/MG, 2025 (Livre)

Sinopse: Kutala retrata as brincadeiras de crianças do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, e a transmissão do saber ancestral à geração neta. No tempo, no passado, presente e futuro. Eduka Kilombu reafirma a nossa matriarca, dizendo que o saber Kilombola está plantado nas matas, e corre livre nos caminhos das águas, onde extraímos o mais importante sagrado: Ota – pedra sagrada, no fundo a narrativa da matriarca, em um tempo espiralar que nos confunde a interpretação do tempo de ontem no tempo do hoje.

Debate: Após a exibição do flme, haverá debate com o diretor Fábio Martins

A.V.Ó – ANCESTRALIDADE VIVA NA ORALIDADE

Dir. Luan Manzo e Fernanada de Oliveira, Documentário, 62min, Belo Horizonte/MG, 2026 (Livre)

Sinopse: “A.V.Ó” registra as a(fe)tividades de Luan Manzo, uma criança afrocentrada criada pelo kilombu liderado por sua família materna. Muzenza no candomblé Congo-Angola e ativo pesquisador de terreiro, ele se desperta para a tradição do candomblé Ketu, herança de sua avó paterna, Iya Ângela de Oyá, falecida em 2024. O menino passa a documentar memórias sobre essa avó que vão construindo também a sua própria história.

Debate: Após a exibição do filme, haverá conversa com Deco Machado, quilombola do Quilombo de Caçandoca

9ª Mostra Cinema dos Quilombos

Data: 21 a 24 de outubro, com sessões diárias às 17h e às 19h

Local: Cine Santa Tereza – Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, BH

*Entrada gratuita