Com a proposta de difundir a música clássica em diferentes regiões do Estado, a Fundação Clóvis Salgado dá sequência ao programa de Itinerância de Música/FCS e promove edição especial da série Sinfônica em Concerto, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Sob regência do maestro assistente Sérgio Gomes, o corpo artístico da FCS executa composições do período Romântico e do repertório operístico mundial. O programa reúne obras de compositores como Bizet, Brahms, Borodin, Rossini e Carlos Gomes. A apresentação integra a programação da 7ª edição do Festival Balaio de Arte e Cultura.
Para o regente Sérgio Gomes, apresentar um Concerto Sinfônico fora de Belo Horizonte traz benefícios à orquestra e ao público, que muitas vezes não tem fácil acesso à música sinfônica. “Essa apresentação é uma excelente oportunidade não só para a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, já que temos a experiência de levar a música para outros locais, para outras plateias, como para o público, que pode apreciar um repertório muito variado, que vai das composições operísticas às canções contemporâneas nacionais, com novas releituras”, destaca.
Da ópera ao Romantismo – A apresentação se alterna entre diferentes estilos e movimentos culturais do século XIX. Abrindo o espetáculo, a OSMG celebra o repertório operístico mundial, executando aberturas de três importantes composições: Carnaval Romano, de Hector Belioz; O Guarani, de Carlos Gomes; e Guilherme Tell, de Gioachino Rossini. Cada uma das peças escolhidas para esse primeiro momento do concerto reúne características únicas e singularidades instrumentais.
Carnaval Romano é uma abertura de concerto composta a princípio com trechos e fragmentos da ópera Benvenutto Cellini, estreada em 1838 e alvo de inúmeras críticas, considerada problemática e complexa pelo público. Seis anos depois, Belioz acabou por adaptar um dueto vocal e uma cena de Carnaval para uma nova peça orquestral, que ganhou grande popularidade. A introdução de O Guarani, de autoria de Carlos Gomes, é a parte mais conhecida da ópera por reunir a força dramática das notas que precedem uma história de amor, massacre indígena e colonização. A abertura de Guilherme Tell, de Gioachino Rossini, encerra essa primeira parte. O finale da peça, com a Marcha dos soldados suíços inspirou compositores ao redor do mundo, servindo de trilha sonora para produções cinematográficas.
Já a segunda parte do concerto sinfônico é dedicada a um dos mais belos períodos da música clássica: O Romantismo. Durante essa fase, os compositores buscavam por mais contraste, fluidez e extensão na estrutura harmônica das peças, como explica o maestro Sérgio Gomes. “Os efeitos orquestrais do período romântico são belíssimos. Foi durante essa fase que as orquestras aumentaram de tamanho, com a introdução de novos instrumentos na formação”.
Três composições que a OSMG vai executar durante o concerto sintetizam esse importante momento da música clássica: Dança Húngara, do alemão Johannes Brahms; Sinfonia nº 9 – Sinfonia NovoMundo, do tcheco Antonín Dvořák; e Danças Polovtsianas, do russo Aleksandr Borodin. Sérgio Gomes explica que as três peças, além de terem sido escritas no padrão romântico, com alternâncias de passagens lentas entre um movimento e outro e improvisação de estilos na orquestração, foram inspiradas em antigas tradições e descobertas culturais.
“Dvořák ficou encantado com a efervescência cultural dos Estados Unidos, por isso a peça também é chamada de ‘Sinfonia Novo Mundo’. Os ritmos, as melodias e o ambiente sonoro o ajudaram a compor a obra mais importante da carreira. Em ‘Dança Húngara’, Brahms reuniu elementos musicais típicos da cultura húngara, inclusive as tradições ciganas do país. Já as ‘Danças Polovtsianas’ são as peças mais conhecidas de Borodin fazem parte de O Príncipe Igor, ópera escrita pelo compositor em 1890. Ele misturou o folclore do povo russo com as danças características daquele país”, detalha o maestro.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.
Sérgio Gomes – Graduado em trompa pela UFMG em 1997, nasceu no estado do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais com seu pai, o maestro Sebastião Gomes, e de trompa aos 11 anos na Escola de Música de Brasília com o professor Raimundo Martins. Em 1977, passou a integrar como primeiro trompista a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas atuando também como solista. Em 1981, foi convidado a participar da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais como primeiro trompista e solista. Esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na Série Sinfônica no Museu, Concertos Educativos, Concertos no Parque, Concerto na Cidade, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop. Atualmente, Sergio é o primeiro trompista solista e regente-assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Data: 6 de setembro (quarta-feira)
Local: Avenida Getúlio Vargas – Centro, Juiz de Fora/MG
Horário: 20h30
Duração: 1h
Entrada franca












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